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Como acompanhar seu processo judicial grátis em 2026

Como acompanhar processo judicial grátis é mais simples do que parece, e você não precisa depender de ninguém para isso. Todo processo que não corre em segredo de justiça é público: a Constituição garante esse acesso, e os tribunais brasileiros mantêm portais de consulta abertos a qualquer pessoa. Neste guia definitivo, você vai aprender onde encontrar o número do seu processo (aqueles 20 dígitos do padrão CNJ), como consultar em qualquer tribunal do país, o que significa cada informação da tela (classe, assunto, órgão julgador, movimentos) e como receber alertas por e-mail sempre que algo acontecer. Também mostramos com que frequência vale a pena olhar, quanto tempo cada etapa costuma demorar e em quais situações é hora de ligar para o seu advogado. Vamos por partes, como se estivéssemos explicando para um amigo.

Como acompanhar processo judicial: o acesso é público e gratuito

Fachada de tribunal com estátua da Justiça: acompanhar processo judicial é um direito de qualquer pessoa
A publicidade dos processos é regra constitucional: a consulta é aberta a qualquer cidadão · Foto: Tim Evanson / CC BY-SA 2.0

Imagine que a Ana financiou um carro, perdeu o emprego, atrasou três parcelas e recebeu uma carta informando que o banco entrou com uma ação de busca e apreensão. A primeira reação dela foi ligar para todo mundo em pânico. A segunda, bem mais útil, foi descobrir que acompanhar o andamento do processo é um direito dela, de graça, pela internet.

No Brasil, a publicidade dos atos processuais é a regra. A Constituição Federal garante, no artigo 93, inciso IX, que os julgamentos do Poder Judiciário são públicos, e o artigo 5º assegura o acesso à informação. O Código de Processo Civil (Lei 13.105/2015) confirma essa lógica e lista as exceções no artigo 189: são os casos de segredo de justiça, como ações de família e situações que envolvem intimidade. Fora dessas hipóteses, qualquer pessoa pode consultar qualquer processo, mesmo sem ser parte e mesmo sem ser advogado.

Na prática, isso muda tudo. Você não depende de ir ao fórum, de pagar despachante nem de esperar alguém retornar sua mensagem. Com o número do processo em mãos (ou, em alguns tribunais, apenas com o nome ou o CPF), dá para ver cada movimento na hora, pelo celular, sem custo nenhum.

Neste guia, você vai aprender o caminho completo: onde achar o número de 20 dígitos, como fazer a consulta em qualquer tribunal do país, o que significa cada campo da tela (classe, assunto, órgão julgador), como ativar alertas gratuitos por e-mail para não precisar olhar todo dia e, tão importante quanto, em quais situações o certo é ligar para o seu advogado. A Ana vai aparecer nos exemplos ao longo do texto, porque a história dela ajuda a traduzir o juridiquês para a vida real.

Onde encontrar o número do processo (padrão CNJ de 20 dígitos)

Todo processo no Brasil tem um número único no padrão nacional do CNJ, com 20 dígitos organizados assim: NNNNNNN-DD.AAAA.J.TR.OOOO. Parece código de barras, mas cada bloco conta uma parte da história:

- NNNNNNN: número sequencial do processo. - DD: dígito verificador, que evita erros de digitação. - AAAA: ano em que o processo foi ajuizado. - J: segmento da Justiça (8 é Justiça Estadual, 5 é Justiça do Trabalho, 4 é Justiça Federal, por exemplo). - TR: o tribunal dentro daquele segmento. - OOOO: a unidade de origem, em geral a vara ou comarca onde o caso começou.

Ou seja: só de bater o olho no número, você já descobre o ano, o ramo da Justiça e o tribunal. No caso da Ana, o número trazia o bloco 8.13, sinal de que a ação corria na Justiça Estadual de Minas Gerais.

E onde esse número aparece? Nos lugares mais comuns da vida real: na carta ou no mandado de citação que chega à sua casa, no comprovante de distribuição que o advogado envia quando protocola a ação, nos e-mails e conversas de WhatsApp com o escritório, em notificações enviadas pelo banco e no próprio contrato de honorários, quando o caso já existe. Se você assinou procuração recentemente e ainda não tem o número, peça diretamente ao escritório: é uma solicitação simples e absolutamente legítima.

Guarde esses 20 dígitos em um lugar fácil, como o bloco de notas do celular. Esse número é a chave que abre a consulta em qualquer tribunal e é com ele que você ativa alertas automáticos, como veremos adiante. E se você não tem o número de jeito nenhum, calma: a próxima seção mostra como procurar mesmo assim.

Como consultar processo judicial em qualquer tribunal (até pelo CPF)

Com o número em mãos, a consulta é direta: identifique o tribunal pelos blocos J.TR do número, entre no site oficial desse tribunal e procure a área de consulta processual pública. Cada tribunal usa um sistema (PJe, eproc, e-SAJ, Projudi), mas a lógica é sempre a mesma: digitar o número e ver a lista de movimentos em ordem cronológica.

Sem o número, ainda há caminho. Muitos tribunais permitem consulta pelo nome da parte ou pelo CPF na área pública, embora as regras variem bastante: alguns exigem cadastro prévio, outros limitam os resultados exibidos. Preparamos um guia específico sobre como consultar processo pelo CPF grátis, com o passo a passo e as limitações de cada situação.

Por trás de tudo isso existe uma infraestrutura nacional: o CNJ mantém o DataJud, base de dados estruturada a partir das Resoluções 121/2010 e 331/2020, que padroniza e centraliza informações processuais dos tribunais do país. É essa base pública que alimenta ferramentas gratuitas de acompanhamento, como o g1jus, que indexa os tribunais superiores (STJ, TST, TSE e STM) e permite pesquisar e monitorar processos sem pagar nada.

Uma dica que economiza tempo: se houve recurso, o processo pode estar tramitando em mais de uma instância ao mesmo tempo, e a consulta no tribunal de origem nem sempre mostra o que acontece na instância superior. Nesse cenário, vale consultar os dois lugares. Foi o que a Ana aprendeu quando o banco recorreu: o site do tribunal de Minas mostrava uma coisa, e a fase de recurso, outra. Mais adiante, você verá como os alertas automáticos resolvem essa dor de cabeça de uma vez, vigiando as duas pontas por você.

Classe, assunto e órgão julgador: traduzindo a tela da consulta

Você digitou o número e apareceu uma tela cheia de campos. Vamos traduzir um por um, sem juridiquês:

- Classe: é o tipo de ação, o formato do pedido. Exemplos: Procedimento Comum Cível (o rito padrão do CPC, a partir do artigo 318), Busca e Apreensão em Alienação Fiduciária (regida pelo Decreto-Lei 911/1969, comum em financiamento de veículos), Cumprimento de Sentença (a fase de cobrar o que foi decidido) e Execução de Título Extrajudicial. - Assunto: é a matéria discutida, escolhida em uma tabela padronizada do CNJ. No processo da Ana, o assunto era 'Alienação Fiduciária', ligado ao contrato de financiamento do carro. - Órgão julgador: é quem decide. Pode ser uma vara (primeira instância), uma câmara ou turma (segunda instância) ou um órgão de tribunal superior. - Partes: quem move a ação (autor, ou exequente na execução) e contra quem ela é movida (réu, ou executado). - Valor da causa: o valor econômico atribuído ao pedido. Não é necessariamente o que alguém vai pagar ou receber ao final, é uma referência processual. - Data de distribuição: o dia em que o processo foi sorteado para uma vara. 'Distribuído' é o marco zero da vida do processo.

Esses campos respondem às três perguntas básicas: o que se discute (classe e assunto), onde se discute (órgão julgador) e entre quem (partes). Se algum termo específico travar a leitura, o glossário do g1jus explica um por um em linguagem simples.

Com a ficha do processo decifrada, a parte que realmente importa no dia a dia é a lista de movimentos, o histórico vivo do caso. É o assunto da próxima seção, e é nela que mora a maior parte da ansiedade de quem acompanha um processo na Justiça.

Movimentos do processo: como ler o andamento sem pânico

Martelo de juiz sobre a mesa, símbolo das decisões que você encontra ao acompanhar processo judicial
Entre um movimento e outro, o silêncio costuma ser normal: no TST, o intervalo mediano é de 7 dias · Foto: steakpinball / CC BY 2.0

A lista de movimentos (ou andamentos) é o diário de bordo do processo: cada ato registrado ganha uma linha com data. Os mais comuns são estes:

- Distribuição: o processo nasceu e foi sorteado para uma vara. - Conclusão (ou 'concluso para despacho/decisão'): os autos foram para o juiz ou relator decidir algo. É uma sala de espera. - Despacho: o juiz movimentou o processo sem decidir o mérito (pediu um documento, abriu um prazo). - Decisão: o juiz resolveu uma questão no meio do caminho, como um pedido de liminar. - Juntada de petição: alguém protocolou um documento, que agora faz parte dos autos. - Publicação e intimação: as partes estão sendo comunicadas de algum ato. - Audiência designada: foi marcada data de audiência, como a de conciliação. - Sentença: o juiz decidiu o caso naquela instância.

A pergunta que todo mundo faz: 'meu processo está parado, é normal?'. Na maioria das vezes, sim. Os dados públicos ajudam a calibrar a ansiedade: no TST, o movimento 'Conclusão' é a maior sala de espera, com mediana de cerca de 64 dias aguardando decisão; o intervalo mediano entre um movimento e outro é de aproximadamente 7 dias, mas em 10% dos casos passa de 118 dias (ref. julho/2026, base pública DataJud/CNJ).

Traduzindo: semanas de silêncio são estatisticamente normais, principalmente quando o processo está concluso. O que merece atenção não é o silêncio em si, e sim silêncios muito acima desses padrões, ou movimentos que exigem uma ação sua, como uma intimação com prazo. Nas próximas seções, você aprende a separar uma coisa da outra e a deixar a tecnologia vigiar o processo por você, sem precisar decorar nada disso.

Alertas por e-mail grátis: deixe o processo avisar você

Abrir o site do tribunal todo dia é o jeito antigo de acompanhar. O jeito inteligente é inverter a lógica: cadastrar o processo uma única vez e ser avisado quando algo acontecer.

É exatamente isso que o g1jus faz, de graça. Você entra na área Meus Processos, cola o número de 20 dígitos e pronto: sempre que surgir um movimento novo, chega um e-mail com a descrição do andamento. Sem mensalidade, sem cadastro de cartão, sem pegadinha. A plataforma indexa hoje cerca de 8,2 milhões de processos dos tribunais superiores (3.525.995 do STJ, 4.599.206 do TST, 85.700 do TSE e 25.821 do STM) e mais de 163 milhões de movimentos (ref. julho/2026, base pública DataJud/CNJ).

Além do monitoramento, existe um módulo de Precedentes com 2.347 temas do STJ com tese firmada e 5.498 processos-líder (ref. julho/2026, base pública DataJud/CNJ). Isso importa porque, pelo CPC (artigos 927 e 1.036 e seguintes), essas teses orientam a decisão dos demais processos sobre o mesmo assunto. Um exemplo direto para quem discute juros com banco: nos Temas 24, 25 e 26 do STJ (REsp 1.061.530), ficou definido que as instituições financeiras não se sujeitam à limitação de 12% ao ano, na linha da Súmula 596 do STF, e que a abusividade só se caracteriza quando a taxa destoa substancialmente da média de mercado apurada pelo BACEN. Saber disso antes evita expectativas irreais em ações revisionais.

Para quem tem processo no STJ ou no TST, o alerta gratuito resolve aquele problema clássico de precisar vigiar dois tribunais ao mesmo tempo: a informação passa a chegar até você, e não o contrário. O cadastro leva menos de um minuto.

Quanto tempo demora um processo: números reais de julho/2026

Acompanhar fica mais leve quando você sabe o que esperar. Os números abaixo vêm da base pública DataJud/CNJ (ref. julho/2026) e mostram medianas, ou seja, o ponto do meio: metade dos casos anda mais rápido, metade mais devagar.

No STJ: - Habeas Corpus é a classe mais rápida: mediana de cerca de 2,4 meses, em um universo de 643 mil processos. Atenção, porém: o HC provido é raríssimo (2.094 providos contra 83.529 não providos). - AREsp (Agravo em Recurso Especial) soma cerca de 1,9 milhão de processos, e o funil é apertado: 1,19 milhão não conhecidos contra aproximadamente 25 mil providos. - REsp (Recurso Especial): 133 mil providos, 179 mil não providos e 178 mil não conhecidos.

No TST: - AIRR, o recurso mais comum da casa, tem 3.389.813 processos e mediana de cerca de 234 dias (uns 7 a 8 meses). - Recurso de Revista: 570.013 processos, mediana de 605 dias (1 ano e 8 meses). - RR com Agravo: 276.591 processos, cerca de 686 dias. - Embargos de Declaração: 84.518 processos, cerca de 599 dias, com 12.816 providos contra 37.780 não providos. - Petição Cível é a classe comum mais lenta: 35.980 processos e mediana de aproximadamente 3,3 anos.

Duas lições práticas saem desses números. Primeira: fases de recurso em tribunal superior se medem em meses ou anos, nunca em semanas, então checar o andamento todo dia não muda o resultado, só aumenta a ansiedade. Segunda: a maior parte dos recursos não é acolhida, o que reforça a importância de uma estratégia bem construída desde a primeira instância, em vez de apostar tudo na última cartada.

Com que frequência olhar o processo (e o que exige ação imediata)

Se você ativou alertas por e-mail, a resposta é simples: não precisa olhar por conta própria, a novidade chega até você. Sem alertas, uma consulta por semana cobre bem a maioria das fases. Vale aumentar a atenção em três momentos: na véspera de audiências, logo depois de uma sentença ou decisão e quando existe proposta de acordo na mesa.

Mais importante do que a frequência é saber diferenciar o que é apenas informativo do que exige ação. Aqui entra uma distinção que evita muita dor de cabeça:

- Citação é o chamado inicial: o réu toma ciência da ação e do prazo para se defender. Se você recebeu uma citação, o relógio está correndo e a prioridade absoluta é procurar um advogado imediatamente. - Intimação é a comunicação dos demais atos ao longo do processo: uma decisão publicada, uma audiência marcada, um documento para apresentar.

No processo civil, os prazos são contados em dias úteis (artigo 219 do CPC), e quem tem advogado constituído normalmente é intimado por meio dele. Ainda assim, acompanhar por conta própria traz duas vantagens: você chega às conversas com o escritório já sabendo o que aconteceu, e cria uma segunda camada de segurança contra esquecimentos e desencontros.

A Ana, por exemplo, viu no alerta o movimento 'audiência de conciliação designada' e ligou para a advogada no mesmo dia, com data e hora anotadas. A audiência de conciliação, aliás, é um momento valioso: é a chance de resolver o caso por acordo, com menos tempo de espera e menos desgaste para todo mundo. Chegar a ela bem informado, entendendo o que cada movimento significou até ali, muda completamente a qualidade da conversa e das decisões.

Como saber se você ganhou (e o que acontece depois da sentença)

A palavra que você procura na lista de movimentos é 'sentença' (na primeira instância) ou 'acórdão' (nos tribunais). O resultado aparece em três sabores: procedente (o pedido do autor foi aceito), improcedente (foi negado) e parcialmente procedente (aceito em parte, desfecho muito comum em ações que discutem contratos e valores).

Só que a sentença raramente é o fim da história. A parte que perdeu pode recorrer, e o processo pode subir de instância. O marco definitivo é o trânsito em julgado: o momento em que não cabe mais recurso e a decisão se torna imutável. É esse movimento que abre a porta da fase mais esperada, a de transformar papel em resultado.

Se a decisão manda pagar quantia, começa o cumprimento de sentença (artigo 523 do CPC): o devedor é intimado a pagar em 15 dias e, se não paga, o valor sofre acréscimos e começam as medidas de cobrança forçada, como bloqueio de valores e penhora. Para obrigações de fazer ou não fazer, o caminho é o do artigo 536. Quando existe dinheiro depositado no processo, a liberação acontece por alvará judicial, o documento que autoriza o levantamento do valor na instituição bancária.

Dois cuidados essenciais nessa fase. Primeiro: desconfie de qualquer contato pedindo depósito ou 'taxa' para liberar valores; confirme tudo nos autos e com o seu advogado, porque golpistas adoram justamente essa etapa de expectativa alta. Segundo: os prazos de pagamento e de liberação variam conforme o caso e o tribunal, então acompanhe os movimentos em vez de contar com datas prometidas por terceiros. Nos links deste artigo você encontra guias específicos sobre o trânsito em julgado e sobre o tempo do alvará.

Segredo de justiça, processo sumido e a hora de ligar para o advogado

Nem todo processo aparece na consulta pública. O artigo 189 do CPC lista os casos de segredo de justiça: ações de família (divórcio, guarda, alimentos), casos que envolvem intimidade e outras hipóteses previstas em lei. Nesses processos, só as partes e seus advogados acessam o conteúdo. Então, se a consulta retornar 'segredo de justiça' ou simplesmente não mostrar nada, não é defeito do sistema: pode ser proteção legal. Antes de concluir isso, porém, confira se o número foi digitado corretamente e se você está no tribunal certo, que são as causas mais comuns de 'processo sumido'.

E quando é hora de parar de olhar a tela e ligar para o advogado? Uma lista direta:

1. Você recebeu citação ou intimação em nome próprio: prazo correndo, ligue hoje. 2. Apareceu 'audiência designada': confirme data, horário e o que levar. 3. Saiu sentença, acórdão ou liminar: peça a tradução do resultado e dos próximos passos. 4. Surgiu proposta de acordo: avalie junto, nunca sozinho. 5. Houve bloqueio de valores ou penhora: entenda o que foi atingido e quais são as opções. 6. O processo está concluso há muito mais tempo do que as medianas que mostramos aqui. 7. Seus dados mudaram (endereço, telefone, banco): o escritório precisa saber.

Para acompanhar de perto o seu caso, cole o número do processo no g1jus: a consulta é gratuita, cada movimentação vem traduzida em linguagem simples e você recebe um aviso por e-mail a cada novidade.

Perguntas frequentes

Como acompanhar processo judicial pelo CPF grátis?

Alguns tribunais permitem consulta pública pelo nome ou pelo CPF da parte, mas as regras variam: certos portais exigem cadastro e outros só aceitam busca por número. O caminho mais confiável é localizar o número CNJ de 20 dígitos em cartas de citação, contratos ou com o escritório, e então consultar direto no tribunal ou cadastrar alertas gratuitos por e-mail.

Acompanhar um processo judicial custa alguma coisa?

Não. A consulta processual pública é gratuita em todos os tribunais brasileiros, e ferramentas como o g1jus enviam alertas por e-mail sem nenhuma cobrança. Desconfie de sites ou pessoas que pedem pagamento apenas para informar andamentos, e nunca deposite valores para 'liberar' dinheiro de processo sem confirmar a informação nos autos e com o seu advogado.

O que significa 'concluso para decisão' e quanto tempo demora?

'Concluso' significa que o processo foi encaminhado ao juiz ou ao relator para decidir alguma questão. É uma fase de espera normal na vida de qualquer processo. No TST, por exemplo, a mediana é de cerca de 64 dias aguardando decisão nesse movimento (ref. julho/2026, base pública DataJud/CNJ). Só vale acender o alerta quando a espera passa muito desses padrões.

Com que frequência devo consultar meu processo?

Com alertas por e-mail ativados, você não precisa consultar: a novidade chega sozinha na sua caixa de entrada. Sem alertas, uma olhada por semana é suficiente na maior parte das fases. Aumente a atenção perto de audiências, depois de sentenças e quando houver proposta de acordo, que são os momentos em que os movimentos costumam exigir resposta rápida.

Qualquer pessoa pode consultar qualquer processo?

Em regra, sim: a publicidade dos processos é garantida pela Constituição, e a consulta pública mostra as informações principais a qualquer interessado, mesmo quem não é parte. A exceção são os processos em segredo de justiça (artigo 189 do CPC), como ações de família e casos que envolvem intimidade, acessíveis apenas às partes e aos seus advogados.

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